Liturgia Franciscana – Parte I: “O Jeito Franciscano de Celebrar”

Caríssimos, durante quatro semanas iremos percorrer com reflexões simples e sem rigor acadêmico o caminho que Frei Alberto Beckhauser abriu para nós franciscanos, o de redescobrir: “O jeito franciscano de Celebrar”


– PARTE I –

As riquezas expressas nas celebrações Franciscana

O ser humano tem um desejo latente de fazer a sua experiência mística/existencial, seja ela qual for, a todo custo cavamos dentro de nós um poço, em busca de respostas que nos inquietam, e isso é admirável!

O ato de abandonar esse desejo, ou essas tais respostas, já é ato de se abdicar ou de ir em busca da morte existencial ou mística. O buscar respostas suficientes nos introduz a um encontro com o Autor da vida que, por meio de sua encarnação, nos oferece um saciar a sede da busca, uma saciedade que não passa.

No livro “O jeito franciscano de Celebrar”, de nosso saudoso confrade Frei Alberto Beckhauser, OFM, nos é recordado essa busca interna e nos faz refletir um desejo latente de “viver no templo”, como que um desejo de estar ligado ao próprio Deus, quase que uma necessidade e vai mais afundo, mostrando o como é profundo, em Francisco de Assis, o tal desejo. Basta indagarmos a Carta aos fiéis ou mesmo a Regra não Bulada, e ali certamente encontraremos o retrato  do “templo” vivo, que é o próprio ser humano em sintonia com o “Espírito do Senhor” que habita em nós.

É nesta grandiosidade que se insere a alegria do franciscano ao celebrar: contemplando as ações litúrgicas, não como mero adorno, ou conjuntos de leis e regras, mas com profundidade, buscando encarnar e identificar os desígnios de Deus (que é a nossa salvação) e o desejo de viver intensamente unido a este “templo” que é amor.

O vivenciar a espiritualidade que emana da liturgia é conseguir em atos dinâmicos apresentar esse amor/doação. De alguma forma, o amor é a vivência espiritual, mas ao mesmo tempo cultual dessa verdade encarnada, é algo que vai se tornando grandioso na vida do cristão até que o Cristo seja a plenitude de sua vida, ao passo que quem os olha, enxerga o próprio Cristo.  Já nos é advertido: “Tome cuidado com a sua vida, talvez ela seja o único evangelho que as pessoas leiam. ”

Paz e Bem!  

 Frei Murilo Fernando Pereira, OFM

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