Frei Patrick Roberto, OFM, concede entrevista a Rádio Vaticana e relata sobre a missão com os migrantes

Desde o início de 2019, mais de 400 migrantes perderam a vida na travessia da África para a Europa. Frei Patrick Roberto trabalha no sul da Itália em contato com africanos que trabalham na agricultura em condições desumanas


Cidade do Vaticano – Pelo menos 70 migrantes morreram afogados ontem devido ao naufrágio de uma embarcação em águas internacionais, a 40 milhas da cidade de Sfax, na Tunísia. Até o momento dezesseis sobreviventes foram resgatados por barcos de pesca locais na área. Os migrantes de origem subsaariana partiram da Líbia e o número de vítimas poderá aumentar, como relatado pela Marinha tunisina que está realizando as operações de salvamento.

O Centro Astalli, ligado à Companhia de Jesus, recebe com profunda tristeza a enésima tragédia de pessoas inocentes no mar:

“Já vítimas de políticas injustas em seus países de origem, de violência e abuso durante a viagem, são também vítimas do egoísmo dos governos europeus que persistem em atitudes de fechamento.”

“O tráfico de seres humanos, as graves violações dos direitos humanos e as guerras são causas da migração para a Europa. Estes flagelos devem ser combatidos com o reforço da cooperação para o desenvolvimento, com uma intensa atividade diplomática destinada a restabelecer e manter a paz e com a ativação imediata de políticas de ingresso legal e seguro para aqueles que legitimamente pedem para entrar no continente europeu”, conclui a nota divulgada à imprensa..

 

Um religioso brasileiro, Frei Patrick Roberto de Souza, OFM, natural de Uberlândia (MG) [junto com Frei Ademir Francisco Matilde (Frei Neco), Frei Pedro Neto Alves Lima e Frei Flaerdi Silvestre Valvassori] ambos membros da Custódia Franciscana Sagrado Coração, estão na Itália há 1 ano e 3 meses e atualmente realizam trabalhos de mapeamento da migração na Campania, sul do país. A esta região, são levados migrantes provenientes principalmente do norte da África para trabalharem na agricultura, em regime de semiescravidão.

Neste testemunho, concedido a Raimundo Lima, Frei Patrick nos fala de sua missão e dos riscos que correm estas pessoas, indocumentadas e vulneráveis.

Fonte: vaticannews.va


OUÇA A ENTREVISTA COM O FREI:


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