17º Domingo do Tempo Comum: “A oração do ‘Pai nosso’ faz intuir que era de louvor pela grandeza e bondade do Pai”

Jesus está sempre em oração e seus discípulos querem aprender com Ele. Em várias passagens Lucas mostra Jesus rezando, isto é, falando com o Pai, a quem Ele chama com um apelativo familiar, íntimo. Os discípulos não sabiam do conteúdo do diálogo de Jesus com o Pai, mas a oração do “Pai nosso” faz intuir que era de louvor pela grandeza e bondade do Pai de todos; de pedido para que o seu Reino se instaurasse no mundo, com a confiança de que a vontade d’Ele era o melhor para todos os seus filhos e filhas; de pedido para que a todos não faltasse o pão cotidiano e para que perdoasse os pecados da humanidade.

Na primeira leitura vemos como Deus já havia revelado a sua bondade e justiça diante da súplica de Abraão. O contexto da leitura do Gêneses é o da hospitalidade e da justiça de Deus. O pedido de Abraão é para que a cidade não fosse destruída se houvesse alguns justos nela. Obviamente a justiça de Deus não faz acepção de pessoas, mas as pessoas fazem suas opções de modo livre. O povo da cidade ameaçada de destruição não quer se converter, deixar para trás suas obras de violência, e abraçar a hospitalidade e a justiça. O apelo de Deus é pela conversão e sua bondade não permite que o justo pague pelo injusto.

Na vida real vemos os homens de poder tomando decisões de condenar os justos para preservar os seus interesses. Foi o que aconteceu com Jesus, sendo condenado à morte de cruz. Mas o Pai o ressuscitou dentre os mortos, como vemos anunciado na segunda leitura. E ainda mais, o Pai nos “trouxe para a vida junto com Cristo e a todos nós perdoou os pecados”. Isto significa que todos temos a oportunidade de sair do pecado fazendo uma opção pela justiça de Deus, deixando uma porta sempre aberta aos necessitados.

Em sua bondade, o Pai nos oferece o que tem de maior: o Espírito Santo. Este ensinamento de Jesus só foi compreendido pelos discípulos depois da ressurreição d’Ele e quando o mesmo Espírito iluminou e deu força a todos. Aí compreenderam a incomensurável bondade de Deus que olha constantemente para cada filho e cada filha.

Hoje todos os cristãos são chamados a manter um diálogo constante, íntimo e levar os fatos da vida real para o Pai e para Jesus, nosso irmão. Ele jamais deixará de ouvir os clamores daqueles que não são egoístas, nem interesseiros, e amam os irmãos e irmãs.

Frei Valmir Ramos, OFM

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One thought on “17º Domingo do Tempo Comum: “A oração do ‘Pai nosso’ faz intuir que era de louvor pela grandeza e bondade do Pai”

  1. Ainda sobre o *Joio e o trigo*.
    *Joio* – São todos aqueles que não vivem a vontade de Deus, porque foram induzidos pelo inimigo. Danificou a Sua verdadeira Imagem, por isso hoje *só se parecem com o trigo* Deus os permitem viverem, crescerem juntos para uma mudança RADICAL de VIDA.
    *Joio* – Todo aquele que se diz CRISTÃO, mas não agem como tal…
    *Trigo* – Todos os que vivem na luta da permanência na *Santidade*, pois Deus nos fez Santos, “a Sua Imagem e Semelhança”.

    Na Oração do *PaiNosso* o JOIO tenta nos INDUZIR a entendermos *que o Pai nos perdoará como PERDOAMOS os que nos ofendem,* NÃO, NÃO é assim. O Pai nos perdoa SEMPER… O Seu PERDÃO não tem limite. Ele é o *exemplo para que O sigamos*…

    Salve Maria, Salve José…

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