Concluiu-se o I Congresso Regional Interfanciscano de JPIC na certeza de que “a esperança é a última que morre”

Na alegria do Evangelho, regra e vida dos franciscanos (as), nós congressistas concluímos com entusiasmo o I Congresso Regional Interfranciscano de JPIC nesse domingo (18), na certeza de que “a esperança é a última que morre”.

Foram dias maravilhosos de convivência e de formações, especialmente, de profunda reflexão sobre a existência humana nas suas mais diversas realidades, particularmente, nas dificuldades vividas, seja pelos migrantes-imigrante-refugiados, pobres, negros, índios, e nas diferenças de identidade de gênero.

Além de ser abordados os temas “Espiritualidade Franciscana” e “Francisco e Al-Kamil: um encontro de paz”, que nós destacamos na matéria anterior (I CONGRESSO REGIONAL INTERFRANCISCANO DE JPIC ACONTECE EM LAGOA SECA/PB), foram oferecidos mais três temas no sábado (17):

“O Migrante como Lugar Teológico”, apresentado pela Ir. Carmen Lúcia Pereira, MSCS, foi de grande importância sua fala por nos colocar a pá da realidade vivida pelos migrantes, especificamente, lá em Fortaleza/CE onde ela acompanha de perto. A Irmã pertence a Congregação Missionárias de São Carlos Borromeu/Sacalabrinianas, que tem como Carisma o cuidado e proteção aos migrantes;

“O Ciclo da Esperança nas Políticas Públicas”, tema exposto por Lucas Lins que pertence a Juventude Franciscana (JUFRA). Ele abordou o contexto histórico das políticas públicas, trazendo sempre seus benefícios e também os contratempos gerados através do Estado e seus governantes, particularmente numa abordagem sócio-político-econômico do Brasil;

E por fim, “A Encíclica Laudato Si” abordado por Frei Benedito Braga, OFMCap., na qual nos trouxe, detalhadamente, do que se trata essa Encíclica do Papa Francisco publicado em 2015. Documento tal que apresenta de forma afetiva e efetiva a preocupação para com a Casa Comum/o Meio Ambiente/a Ecologia, de maneira integral, pois, como nos falou o frei, o Papa traz consigo nessa Encíclica a preocupação de um cuidado especial para com a “Ecologia Integral”, ou seja, não só com a floresta, mas o todo: animais, pessoas vulneráveis (pobres, índios, crianças, idosos…) e ambientes que sofrem mortes causadas pela globalização capitalista.

Foram temas pertinentes do qual nem um Franciscano (a) devem escapar, pois, assim, imbuídos de excelentes formações e experiências reais de vida e de partilha, cada um e cada uma internalizaram tudo para continuarem seu caminho, lá, em suas realidades locais poderem, de uma forma ou de outra, executar esse aprendizado de maneira em que possam promover a dignidade humana.   

A todas e todos nós franciscanos (as) desejamos que Deus nos acompanhem e nos dê passos firmes, fortes e acertados para seguirmos lutando por um mundo de irmãos e irmãs sem descriminação de ninguém.

Paz e Bem!!!   

Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM
JPIC Custodial – SINFRAJUPE/CFFB

Frei Lorrane Clementino, OFM
Fotógrafo


REFLEXÃO FRANCISCANA INSPIRADA NO I CONGRESSO INTERFRANCISCANO DE JPIC 2019 

Irmãos e irmãs, olhemos para São Francisco e deixemo-nos ser conduzidos pelo seu espírito, sejamos capazes de reconhecer, de fato, que ele foi um homem da inclusão, pois não deixava nada se quer passar despercebido sem que ele notasse, em tudo e em todos, os vestígios de Deus imprimidos nos seres e nas coisas.

Olhemos também para a história da salvação, nela está inclusa a política e a economia, categorias que nós brasileiros odiamos e repugnamos, mas não sejamos inocentes, pois é por meio desses dois âmbitos fortes que se constrói uma sociedade, uma nação forte.

Por isso, como cristãos e franciscanos, devemos abraçar e colaborar nesses meios existentes de maneira em que a JUSTIÇA, a PAZ, os DIREITOS HUMANOS e a ECOLOGIA estejam funcionando, e funcionando bem! Disso não sejamos fujam: seja quente ou seja frio, mas não seja morno, pois Deus, como nos diz no Apocalipse de João, vomita quem assim se comporta; completando com as palavras de Dom Oscar Romero: “em um país de injustiças, se a Igreja não é perseguida, é porque é conivente com a injustiça” e com as palavras de Dom Pedro Causadáliga: “Meus irmãos e irmãs, na dúvida, fiquem do lado dos pobres”, esses não tem culpa de serem pobres, é a globalização do capitalismo que os ferem e matam, sem dó e nem piedade, mas nunca esqueçam de que: “os pequeninos do Reino são os preferidos de Deus, se não estais por e com eles, estais contra Deus.”

Voltando para a pessoa de São Francisco, reflitamos a experiência dele, onde no seu Testamento nos fala: “Parecia-me, sobremaneira, amargo ver leprosos, mas o próprio Senhor me conduziu entre eles, e fiz misericórdia COM eles. Antes, afastava-me deles, e aquilo que me parecia AMARGO se me converteu em DOÇURA de alma e de corpo.”

Meus queridos irmãos e irmãs, o povo está aí, a natureza está aí, a água está aí, nós estamos aí, aqui, ali, esses seres lançados no mundo aí estão diante de nós, estão aí para nos servir e serem servidos, para colaborarem e ser todo comunhão comigo, com você, com nós, mas o que temos feito para salvá-los da destruição catastrófica causada principalmente pelo poder capitalista?

O povo está esperando e acreditando ainda em uma instituição que pode ajudar por demais: A IGREJA, ela pode ajudar a transformar os leprosos de hoje. O Papa Francisco nos incentiva para isso, eu e vocês somos também a Igreja! E aí, estamos dispostos para lutar?

Para isso, alternativas e soluções nós temos para enfrentarmos esses desafios:

Os eventos, congressos, formações em que a Família Franciscana tem oferecido… tudo isso são meios para nos apoiar, só nos resta a boa vontade. Aqueles que já abraçaram, parabéns!

Façamos nossa parte!

Salvemos o povo e a natureza das cruéis atrocidades!

Sejamos cristãos de fato!

Sejamos franciscanos!

Paz e Bem!!! 

Lagoa Seca, Paraíba, 20 de agosto de 2019.

Frei Suelton Costa de Oliveira, OFM
JPIC Custodial – SINFRAJUPE/CFFB


POEMA FRANCISCANO

FRANCISCO E O SULTÃO

O tempo não perdoa

Como ele voa…

 

Oitocentos anos se passaram

E cheio de esperança e emoção

Francisco se encontra como o Sultão.

 

Os dois se olham

Francisco com seu olhar de bondade

Expressando suavidade

Quanto amor exala…

E quanta cordialidade

Tem o Sultão em sua fala!

 

Ambos têm as suas diferenças

Mas o mesmo pensamento

De em Deus acreditar

São iguais na mesma fé…

 

Francisco é piedoso

O Sultão muita gentileza

Dois homens que sentem a vida

Explodir em sua beleza.

 

Problemas voltam até hoje

Não desaparecem jamais

Nesse encontro bem diverso

Podemos buscar a paz.

 

Francisco é o homem do encontro

Que jogou para nós

A verdade do amor entre irmãos.

 

E nessa experiência

Vamos de fato viver

Que com o Sultão e Francisco

Muitos temos a aprender!

 

Lagoa Seca, PB, 17 de agosto de 2019.

Ir. Maria José Camelier, OFS




 

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