Mosteiro Maria Imaculada Celebra seus 20 anos de Fundação em Marília/SP

No dia 19 de setembro, as Irmãs Clarissas de Marília celebram seus 20 anos de fundação do Mosteiro Maria Imaculada. Na oportunidade, o Custódio, Frei Fernando Aparecido presidiu a celebração eucarística, junto com a fraternidade Nossa Senhora de Fátima de Marília/SP e Garça/SP, em nome da Custódia do Sagrado Coração de Jesus.

Para sabermos um pouco mais dessa comemoração, as irmãs partilharam de sua história, começando pelo convite de Dom Frei Irineu Andreassa, OFM, custódio na época.

“No ano de 1998 o nosso mosteiro de Caicó, RN contava com muitas vocações, já não havendo mais espaço para acolher tantas vocações, começamos a rezar para que alguma Diocese fizesse um pedido de fundar um novo mosteiro. Entre tantas propostas surgiu o pedido da Custódia Sagrado Coração de Jesus, na época sediado em Garça. ” Falou Ir. Marlene, Madre Vigária do Mosteiro.

Para dizer o sim a esse convite de fundação, foi necessário o consentimento e disponibilidade de algumas irmãs, nesse caso, para a concretude do projeto, as irmãs contaram com o apoio das primeiras missionárias e fundadoras do Mosteiro em Marília, foram elas: Madre Marlene, Ir. Francis Maris, Ir. Maria Francisca, Ir. Maria Inês, Ir. Maria Chiara, Ir. Maria Madalena, Ir. Isabela e 7 postulantes.

Tal motivação se deu a partir de uma carta enviada por frei Irineu que apresentava esta fundação como uma roseira que necessitava ser podada para poder dar galhos novos e viçosos, como podemos ver:

“Cara Irmãs – filhas de Santa Clara – Irmãs do nosso meio – fazendo parte de nossa realidade de nossa família Custodial.

Bem-vindas as que vem em nome do Senhor.

É assim que queremos receber as que vem em nome do Senhor.

Caicó – Mosteiro Nossa Senhora de Guadalupe – um pé de rosas – que será podado: vários ramos serão retirados, mas para multiplicar os ramos. Se o pé de rosa não for podado ele não floresce.

Caicó – Mosteiro Nossa Senhora de Guadalupe: uma colmeia. Chega-se o tempo em que a colmeia solta seu enxame. Soltando o enxame, se multiplica. O sentimento da rosa ao ser podada, o sentimento da colmeia ao soltar o enxame é de perda. Mas é uma perda necessária. Quando o Cristo subiu aos céus o sentimento dos Apóstolos foi de perda, mas os apóstolos arregaçaram as mangas e foram para as comunidades e o Cristo se perpetuou no anúncio. As Irmãs que ficarem em Caicó não se frustraram, mas sentindo o sentimento de perda encontrarão forças Naquele que é o sentido da vida religiosa: Jesus Cristo.

O que esperamos das Irmãs que virão em nosso meio? A Igreja é uma árvore, a vida contemplativa são as raízes que enviam a seiva orante que fortalece a Igreja. Essa seiva é a fé, seiva de mulheres eucarísticas, como foi Santa Clara.

A vida religiosa é ser pão partilhado. Esperamos das Irmãs que quando forem procuradas pelo povo com seus problemas, angustias, desempregos, as Irmãs possam ser este pão partilhado – incentivando, dando coragem, sofrendo juntos, chorando juntos e colocando em cada coração a esperança e o Amor de Deus.

Nós frades esperamos as Irmãs Clarissas contemplativas, mulheres alegres, felizes na vocação que abraçaram e, que cada pessoa que chegar ao mosteiro, possa ver a pobreza, simplicidade, alegria, realização e dizer: “vejam como elas se amam”.

Caras Irmãs, como ministro desta Custódia imploro as bênçãos de Deus às Irmãs que ficarem e às que virão.

Frei Irineu Andreassa, OFM”
Custódio

Ir Marlene também partilhou da dificuldade de adaptação que as irmãs passaram ao chegar nas terras paulistas:

“Para as Irmãs nordestinas não foi tão fácil, devido a costumes e tradições regionais que as Irmãs fundadoras possuíam, a exceção de Madre Marlene e Ir. Francis, oriundas do Rio de Janeiro e São Paulo respectivamente. Mas a acolhida das pessoas, na Diocese de Marília, foi fundamental para a adaptação de todas.

Com muitas dificuldades superadas e esforço de adaptação, as irmãs se sentem cada vez mais bem acolhidas entre os marilienses, que se tornam amigos e benfeitores desta obra de Deus.

No entanto, algumas outras dificuldades perduram até os tempos atuais, principalmente na ação de compreender a vida em clausura, muitas vezes por falta de esclarecimento, o que se procura sempre sanar com uma breve explicação do carisma contemplativo.”

Irmã Marlene conclui agradecendo:

“Primeiramente dar glória a Deus por esta data; agradecemos a presença dos frades de Marília e de toda nossa Custódia do Sagrado Coração de Jesus e pelo povo da cidade de Marília, a manifestação de carinho de nosso Bispo Dom Luiz e clero Diocesano, e a amizade de nossos benfeitores”

Hoje, o Mosteiro Maria Imaculada conta com uma fraternidade de 18 irmãs que renovam constantemente seu Sim a Deus, em busca de viver o ideal do Santo Evangelho na maneira de Santa Clara de Assis.

Frei João Paulo Gabriel, OFM




 

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