Parte (Última) V : Antologia Eucarística de São Francisco

Caro(a) irmão(ã), acompanhe conosco todas as terças-feira uma série de publicações, em cinco partes, da “Antologia Eucarística de São Francisco”, acerca dos escritos do santo, onde ele expressa seu amor e cuidado a Cristo Eucarístico. 

 Esperamos que ajude em vosso aprofundamento na Espiritualidade cristã e franciscana.

Tenha uma boa leitura e reflexão.

PAZ e BEM!

Equipe de Comunicação



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II VIDA DE SÃO FRANCISCO DE TOMÁS DE CELANO (201; 217)

Devoção ao Corpo do Senhor

201. 1Ardia de amor em todas as fibras do seu ser para com o Sacramento do Corpo do Senhor, não acabando de se maravilhar com tão amorosa condescendência e generosíssima caridade. 2Considerava um grave sinal de desprezo não ouvir todos os dias ao menos uma missa, desde que tal ensejo fosse oferecido. Comungava com frequência e com tal devoção, que tornava devotos os que o viam. 3Como tinha em grande veneração tão augusto sacramento, oferecia nele o sacrifício de toda a sua pessoa e, ao receber o Cordeiro imaculado, imolava também a alma no fogo que lhe ardia incessantemente no altar do coração. 4Por ser a França um país tão devoto do Corpo do Senhor e nele se reverenciar de modo singular tão grande mistério, ele tanto a amava e aí desejava morrer325. 5Um dia, teve a ideia de enviar irmãos pelo mundo com píxides preciosas, com a missão de colocarem o mais dignamente possível esse divino penhor da nossa redenção onde vissem que o conservavam com pouca reverência e decoro. 6Queria que se manifestasse grande respeito pelas mãos do sacerdote, porque a elas foi conferido o divino poder de consagrar este sacramento. 7 «Se me acontecesse – dizia frequentemente – encontrar ao mesmo tempo um santo vindo do céu e um sacerdote pobrezinho, saudaria primeiro o sacerdote, correria a beijar-lhe as mãos e diria: 8«Um momento, por favor, São Lourenço326, porque as mãos deste tocam o Verbo da Vida e possuem um poder sobre-humano».

(…)

217. 1Enquanto os irmãos choravam amargamente e se lamentavam inconsoláveis, mandou o Pai que lhe trouxessem pão. Abençoou-o, partiu-o e deu um bocado a cada um. 2Quis também que lhe levassem o livro dos Evangelhos e lhe lessem o Evangelho de São João a partir da frase que começa com estas palavras: «Antes da festa da Páscoa, etc.». 3Tinha presente aquela sacratíssima ceia que o Senhor celebrou pela última vez com os discípulos. 4Tudo isto ele fez, com efeito, em veneranda memória, daquela ceia e para testemunhar a ternura que tinha pelos irmãos.

LEGENDA MAIOR (LM 9, 2)

2. 1A imagem de Jesus Cristo Crucificado nunca lhe saía do espírito, como o ramalhete de mirra da Esposa dos Cantares; e na veemência do seu amor extático suspirava por transformar-se inteiramente em Cristo Crucificado. 2Uma das suas devoções particulares consistia em se recolher à solidão durante os quarenta dias que se seguiam à Epifania, correspondentes àqueles que Cristo passou no deserto: recolhido na sua cela, reduzindo ao mínimo a comida e a bebida, dedicava-se sem interrupção ao jejum, à oração e aos louvores do Senhor. 3Consagrava a Cristo um amor tão vivo, e o Bem-amado, em troca, mostrava para com ele uma ternura tão familiar, que o servo de Deus parecia sentir fisicamente diante dos olhos a presença contínua do Salvador, como por várias vezes confidenciou a companheiros. 4O sacramento do Corpo do Senhor inflamava-o de amor até ao mais íntimo do coração: pasmava de admiração perante uma misericórdia tão amante e um amor tão misericordioso. 5Comungava com frequência e com uma devoção irradiante que contagiava quem o ouvia. Ao saborear o Cordeiro Imaculado, como inebriado, era muitas vezes arrebatado em êxtase.

LEGENDA DOS TRÊS COMPANHEIROS (57)

8Instava afetuosamente com os irmãos a que observassem com fidelidade o santo Evangelho e a regra que haviam prometido seguir, e sobretudo que demonstrassem respeito e devoção para com o ofício divino e as prescrições da Igreja; que assistissem piedosamente à Missa e adorassem de coração fervoroso o Corpo do Senhor. 9E porque os padres administravam Sacramentos tão grandes e veneráveis, ordenava aos irmãos que os envolvessem com particulares provas de reverência: quando os encontrassem, deviam sempre inclinar a cabeça diante deles e beijar-lhes a mão; 10e se eles fossem a cavalo queria que lhes beijassem não só a mão a eles, mas até as patas dos cavalos em que montavam; isto por reverência pelo poder divino do sacerdote.

ANÔNIMO PERUSINO (37)

10Exortava os irmãos a guardarem fielmente o santo Evangelho e a Regra que tinham professado. Dum modo especial, recomendava-lhes que venerassem os ministérios e as ordenações eclesiásticas; 11que, atenta e devotamente ouvissem Missa e

contemplassem o Corpo de nosso Senhor Jesus Cristo; 12que reverenciassem os sacerdotes, que administram este venerável e augusto Sacramento, e, onde quer que os encontrassem, lhes fizessem inclinação de cabeça e lhes beijassem a mão. 13E, se os encontrassem montados em cavalos, haveriam de fazer-lhes reverência e beijar-lhes não só a mão deles, como também as patas das cavalgaduras, pela reverência que deviam ter aos poderes de que estavam revestidos.

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