Paróquia Santuário Nossa Senhora de Lourdes, Garça/SP, realiza a sua primeira Assembleia Paroquial

A comunidade Paroquial de Garça realizou sua primeira Assembleia de Pastoral Paroquial no último sábado, 17 de Fevereiro, contando com a presença ativa de mais de cem lideranças e membros da Paróquia, representantes de pastorais, movimentos e leigos não engajados, frades franciscanos, e também de irmãs religiosas da comunidade local .

Sabendo-se que as “assembleias paroquiais” são, desde longa data, uma das muitas propostas a serem aplicadas a todas as comunidades eclesiais, o Santuário, por meio de seus coordenadores e reitor, optaram por desenvolver, na prática, esta proposta de uma Igreja mais participativa e descentralizada quanto às decisões e atuação pastoral local. Sobre a cooperação dos leigos na Igreja, em seu pontificado, São João Paulo II afirmou: “Cada fiel é chamado a participar ativamente, de maneira especial com o testemunho da vida cristã e a proclamação explícita do Evangelho, tanto aos não-crentes em ordem a conduzi-los para a fé, como às pessoas que já são crentes, para as instruir, confirmar e induzir a uma vida mais ardente”, e continuou ainda, “o sacerdote está a serviço da comunidade, mas é também apoiado pela sua comunidade. Ele tem necessidade da contribuição do laicato, não só para a organização e a administração da sua comunidade, mas também para a fé e a caridade: há uma espécie de osmose entre a fé do presbítero e a fé dos outros fiéis” (O Presbítero, pastor e guia da comunidade paroquial, 4, 04/08/2002). Deste modo, a organização de CAEPs, CPPs e Assembleias vem como pontos altos a serem incentivados pelo clero de forma a se dinamizar a ação Pastoral da Igreja por meio da intensificação desta participação do laicato, sempre com a finalidade do aprimoramento e desenvolvimento de uma Igreja cada vez mais Sinodal. Não é de hoje que a atuação e o papel do leigo vem sendo refletida pelos Bispos, e o Documento 105 – Cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade – é apenas uma resposta dentre tantas outras e a mais atual a esta valiosa questão. Na verdade o laicato vem ocupando frentes de atuação nos mais diversos espaços eclesiásticos, os quais antes eram prioritariamente ocupados por padres e religiosos. O desenvolvimento de uma Assembleia Paroquial não isenta cada batizado de sua vocação e função específica, os leigos são chamados a participar ativamente da ação pastoral da Igreja (cf. Doc de Aparecida, n.211), mas também precisam agir em consonância com o clero e com seu pároco. Sendo cada ministério assumido fielmente por aqueles que são os primeiros responsáveis por ele, a Paróquia tornar-se-á uma comunidade toda ministerial, onde o Cristo que é a cabeça é o mesmo que rege o corpo e conduz toda a comunidade. Neste aspecto, o Documento 105 vem nos apresentar a necessidade de que o leigo tome consciência de seu papel na Igreja e no mundo, de modo a ser, também ele, um valioso agente transformador da sociedade e da própria comunidade de fé.

Em Garça, diversos temas de ordem organizacional e mesmo econômica foram discutidos, por sua vez também surgiram propostas e levantamento de causas a serem abraçadas por todos, repensadas a longo prazo e mesmo apenas enumeradas. O povo ofereceu ao administrador Paroquial Frei Lucas Lisi Rodrigues, OFM um sustento para os Planos de ação Pastoral a serem implantados a curto prazo, a saber: o início das obras para o centro catequético (um anseio de muitas paroquianos); as devidas melhorias para o espaço litúrgico-celebrativo da igreja e sua estrutura física; e, a aplicabilidade do Plano de Pastoral Paroquial; dentre outros tópicos de ordem prática e pastoral.

Vale mencionar que o evento não moveu-se apenas pelas pautas e decisões, a programação contou com momentos de café, almoço e pela oração do Ofício Divino das Comunidades. Cronograma permeado por valiosos períodos de convivência fraterna e experienciação do Carisma Franciscano por meio da presença e partilha de vida com os Frades, além de estreitamento dos laços entre fraternidade franciscana e comunidade paroquial.

Encerrado o evento às 16h30, os partícipes retornaram para suas casas conscientes da cooperação a que são chamados a exercerem junto à Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, algo visível pela sua alegria e comoção em sugerir, partilhar e serem ouvidos pelos frades. Tanto os mais antigos, quanto os mais “jovens”, todos puderam sentir-se parte integrante da Comunidade, quiçá sintam-se parte também de tudo o que construírem aqui após este evento. Que a Virgem de Lourdes seja favorável aos projetos e planos de ação tomados a partir da Assembleia Paroquial, permitindo-nos trabalhar sempre mais para a edificação do Reino de Deus nestas terras garcenses. Em louvor de Cristo. Amém.

Frei Everton Leandro Piotto, OFM




 

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