Solenidade da Natividade de São João Batista: “João, significa Deus dá a graça”

“João é o seu nome”, escreveu Zacarias. Na Sagrada Escritura o nome tem muita importância por fazer referência a uma missão. João em hebraico significa Deus dá a graça. Sem dúvida, a missão de João Batista foi a de indicar todas as graças provindas de Deus através do batismo de conversão e revelar o Messias, Salvador de toda a humanidade.

A Igreja celebra solenemente apenas dois nascimentos: o de Jesus e o de João Batista. Isto porque compreende que São João tem um papel importantíssimo na preparação da vinda de Jesus que é o papel de todo cristão.

No Evangelho desta solenidade, São Lucas narra o nascimento de João Batista e sua circuncisão, momento em que lhe foi dado o nome e Zacarias recobrou a fala. Os presentes se perguntam “o que virá a ser este menino?”, porque ainda não entenderam bem a sua missão. Mais tarde o povo compreenderá que está realizada a profecia do profeta Isaías que lemos na primeira leitura. Deus o escolheu, o chamou para ser profeta e transmitir sua palavra como “espada afiada” e ser “luz das nações”. De fato, João foi profeta e preparou a vinda de Jesus. Na segunda leitura vemos São Paulo discursando sobre João dizendo que ele “pregou um batismo de conversão”, que ele anunciou que não era o Messias, mas que depois dele “viria aquele que ele nem merecia desamarrar as sandálias”. Quem fazia este serviço eram os escravos das famílias quando chegava uma visita importante na casa. Com esta declaração João quer dizer que Jesus é grande, é o Messias, é o enviado de Deus para salvar a humanidade. João havia feito muitos discípulos e o povo se perguntava se ele não era o Messias. Ele negou e indicou Jesus que é a luz do mundo. O próprio Jesus depois vai anunciar que não há “nenhum profeta nascido de mulher maior que João Batista” (cf Mt 11,11).

Esta celebração convoca todos os cristãos de hoje a responder à vocação de ser “luz das nações”. Deus conta com cada batizado para que sua Palavra seja conhecida de vivenciada no mundo. O chamado é para viver uma vida sóbria, austera, conforme a vontade de Deus e indicar Jesus vivo e presente na história da humanidade que sofre e teimosamente se apega às coisas materiais e ao poder temporal. Jesus quer a justiça e a verdade como prática constante na vida da Igreja e dos cristãos.

Frei Valmir Ramos, OFM

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